Bom fim de semana, princesas! Aqui a vossa casadinha Milhinha volta a trazer novidades à Comu para reforçar que o vosso casamento não termina no dia C. O pós-casamento é igualmente bonito e merece ser partilhado!
Para quem viu a minha CHECKLIST de tarefas pós-casamento, devo avisar que está incompleta – e não foi de propósito! Só ontem me dei de conta de uma tarefa importantíssima que deve ser realizada 1 ANO APÓS O DIA C: recuperar os noivos/topo de bolo roubado.

Já todos conhecem a tradição de roubar o topo de bolo – sim, aquela Manualidade ultra-personalizada que todos procuram para tornar o corte do bolo mais especial. Muitos são os convidados que cobiçam o momento do corte do bolo para poderem chegar perto do topo do bolo e roubá-lo. Porquê? Porque quem conseguir fazê-lo com a máxima descrição, poderá receber um jantar gratuito (pago pelos noivos) para devolver o topo de bolo! Os noivos, por outro lado, têm 1 ano para adivinhar quem os roubou. São múltiplas as iniciativas de convidados imaginativos que criam páginas de instagram com os “noivos” em fuga (vale a pena ler!). Se os noivos descobrirem quem os roubou, serão os convidados a pagar o jantar!
Venho, por isso, partilhar a minha experiência.
Como convidada ajudei um par de vezes a dar o sumiço de alguns topos de bolo. Cheguei inclusivamente a guardar uns noivos de porcelana bem pesados durante um ano, para devolvê-los um ano depois – não vos posso contar quão aliviada fiquei por libertar-me daquele bibelot!
Como noiva, sabia que queria ter noivos para serem roubados. Aceitei quando a minha sogra decidiu fazer bolos personalizados para nós. Ficaram lindíssimos!

Contudo, eu queria ser a noiva que descobre os ladrões: ainda pensei arranjar um localizador GPS para colocar nos noivos, mas o noivo Milhinha proibiu-me de fazer batota.
No nosso dia C, o nosso momento de Corte de Bolo foi especial – depois do jantar e antes do buffet de sobremesas, pedimos a todos os convidados para desceram para o pátio seiscentista para ver o nosso lindo momento. Deixo excertos do nosso corte de bolo para poderem deliciar-se.
Quando todos os convidados se encaminhavam para o salão de novo, o meu padrinho de casamento veio abraçar-nos dizendo o quão feliz estava por partilhar aquele dia. Estranhámos o discurso emotivo – ele não era de manifestações assim tão calorosas de Amor. Mas quando larguei o seu abraço lembrei-me logo do topo de bolo! Caramba! Não apanhámos quem nos roubou, mas sabíamos que ele, o meu padrinho de casamento era cúmplice.
Chegaram as fotos do casamento, dois meses depois. Estávamos com esperança de ver o momento. A única pista que conseguimos é que durante todo o momento do corte do bolo os noivos estavam lá, desde os vulcões de fogo, ao corte, aos brindes, etc. Não conseguíamos sequer perceber em que momento teria sido roubados. Depois chegou o vídeo de casamento 7 meses depois e ficámos na mesma.
Ontem fomos jantar à casa do nosso padrinho de casamento. Enquanto o meu marido e ele estavam a fazer o jantar, disponibilizei-me para pôr a mesa. Sendo visitante habitual da casa, sabia bem onde estariam as toalhas. Abri sem querer uma porta do armário à procura das mesmas e vejam só quem encontrei:

Portanto, em Outubro teremos jantar pago pelos ladrões! Hahahahah! Quem diria, hein?
Em resumo, noivinhas e casadinhas: reservem pelo aniversário do vosso casamento uma data para jantar com os ladrões do vosso topo de bolo!
Bjs e bons preparativos