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Zélia
Noiva Master Junho 2021 Rio Maior

Esperança em tempos de pandemia

Zélia, a 5 de Janeiro de 2021 às 17:15

Publicado em Fórum Organizar um casamento 36

Olá noivas e noivos... Estava aqui a pensar na vida e lembrei-me de partilhar com vocês algo que chegou até mim lá no início da pandemia, mas antes deixem-me contextualizar a coisa. Então é o seguinte: nos primeiros dias mesmo maus da pandemia, lá em Março eu andava em pânico. Via números todos os...

Olá noivas e noivos...

Estava aqui a pensar na vida e lembrei-me de partilhar com vocês algo que chegou até mim lá no início da pandemia, mas antes deixem-me contextualizar a coisa.

Então é o seguinte: nos primeiros dias mesmo maus da pandemia, lá em Março eu andava em pânico. Via números todos os dias dos meus "3 países": Portugal, Itália e Reino Unido, e sonhava todas as noites com o maldito virus... tenho a certeza que não fui a única a ser tomada por esta onda de ansiedade.

O que sei é que depois de umas 2 ou 3 semanas passou, mas que muitas de vocês ainda se sintam muito ansiosas (e afinal de contas, temos um casamento para preparar, e uma pandemia não ajuda).

Eu sou muito contra certas medidas que têm sido impostas aqui no Reino Unido.

Esperem eu não sou doida!

Sou contra muita coisa, mas por outro lado eu sou a pessoa que tem um álcool gel no bolso sempre, eu desinfecto as mãos quando me sento no autocarro, quando saio do autocarro. Que uso sempre máscara em espaços fechados, e que mantém o distanciamento. Que manda vir as coisas online para não ter de ir à loja, que se toco em algo de outra pessoa (se alguém me mostra algo no telemóvel por exemplo) vou lavar as mãos logo a seguir...

O que eu quero dizer com isto é que há muitas coisas que para mim não fazem sentido, no entanto eu sempre faço o meu melhor e aquilo que eu posso fazer para não apanhar o vírus ou não o passar aos outros (caso o tenha)... e até agora tem corrido bem 🙏


Obrigada por terem lido até aqui! 💕


Então, voltando ao assunto principal deste debate... em 1945, foram lançadas bombas nucleares em Hiroshima e Nagasaki. 3 anos depois, ou seja, em 1948, C.S. Lewis escreveu um ensaio jornalístico intitulado “On Living in an Atomic Age” - Sobre Viver numa Era Atómica.

Vocês provavelmente já viram esse texto, porque foi publicado em muitos locais a sugerir trocar "bomba atómica" por covid-19.


Eu sugiro o mesmo, onde se lê bomba atómica troquem por covid-19.


O texto, traduzido, é este:

"De certa forma, pensamos muito na bomba atômica. “Como vamos viver em uma era atómica?" Estou tentado a responder: "Ora, como você teria vivido no século XVI quando a praga visitou Londres quase todos os anos, ou como você teria vivido na era Viking, quando invasores da Escandinávia podiam chegar e cortar sua garganta a qualquer noite; ou, de fato, como você já está vivendo em uma era de cancro, uma era de sífilis, uma era de paralisia, uma era de ataques aéreos, uma era de acidentes ferroviários, uma era de acidentes de carro.”


Em outras palavras, não vamos começar a exagerar a novidade de nossa situação. Acredite em mim querido senhor ou senhora, você e todos a quem você ama já foram condenados à morte antes da bomba atômica ter sido inventada: e uma grande porcentagem de nós irá morrer de maneiras desagradáveis. Nós tínhamos, na verdade, uma vantagem muito grande sobre nossos ancestrais - os anestésicos; mas ainda temos isso. É perfeitamente ridículo ficar a choramingar e a ficar carrancudos porque os cientistas adicionaram mais uma chance de morte dolorosa e prematura para um mundo que já se eriçava com tais chances e em que a própria morte não era uma chance, mas uma certeza.


Este é o primeiro ponto a ser feito: e a primeira ação a ser realizada é recompormo-nos. Se nós vamos ser todos destruídos por uma bomba atômica, que essa bomba quando vier nos encontre a fazer algo sensato e coisas humanas - orar, trabalhar, ensinar, ler, ouvir música, dar banho nas crianças, jogar tênis, conversar com os nossos amigos durante uma cerveja e um jogo de dardos - não amontoados como ovelhas assustadas e pensando em bombas. Elas podem quebrar os nossos corpos (um micróbio pode fazer isso), mas elas não precisam dominar as nossas mentes".


Com isto queridas, quero lembrar que temos que ter cuidados sim, que devemos fugir de coisas que nesta altura nos sejam desconfortáveis, que nos devemos proteger e proteger ao outro, mas que devemos continuar a viver.

Se tudo correr bem, estas restrições serão atenuadas daqui a uns 2 meses e os nossos casamentos serão realizados, com restrições, mas a sem colocar ninguém em risco e a viver coisas que são supostas que vivamos.

Um bejinho a todas e todos 💗

Só queria deixar uma dose de esperança.





36 respostas

  • Raquel
    Super Noiva Outubro 2020 Madeira
    Raquel ·
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    Zélia, parabéns pelo teu mindset, pensamento positivo, cumprir com as medidas (embora também concorde que algumas para mim sao estranhas, mas cumpro) na normalidade. Para a saúde mental tem mesmo que ser assim, adaptar-se às circunstâncias e nao chorar pelo que deveria ter sido e ja nao vai ser. Além do mais, isto é temporário...

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  • Joana
    Noiva Master Julho 2021 Alenquer
    Joana ·
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    Ver mensagem citada

    É um dos meus maiores medo Ritinha Smiley sad

    Uma das frases que usei como resolução deste no ano é "Não te deixes para depois, o depois pode não haver. Ama Hoje! Amanhã pode não haver"


    Um grande Beijinho 😘

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  • Joana
    Noiva Master Julho 2021 Alenquer
    Joana ·
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    Bem Zélia, esse texto faz tanto sentido neste momento.

    Ainda este Natal, corremos riscos em passa-lo juntos? Corremos, mas valeu a pena o risco em troca da felicidade nos olhos dos meus avós em ter a família junta de novo (após terem estado eles fechados sozinhos e positivos).

    Neste momento tenho a minha cunhada em isolamento, e se estiver positivo vou ter de ir fazer o teste novamente, mas é um mal menor....

    Vamos fazer figas para que tudo isto melhore rapidamente e possamos ter o dia com que sempre sonhámos Smiley heart

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  • Ritinha
    Top das Noivas Novembro 2021 Viseu (Concelho)
    Ritinha ·
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    Olá Zélia, obrigada por este debate repleto de esperança e boa energia.
    Ontem, soube que uma convidada do meu casamento morreu de cancro. Foi um choque. Era das coisas que mais temia em adiar, perder alguem durante o período de “espera”. No meio da dor, o marido da senhora disse ao meu pai: “Esperamos o momento certo e o momento certo é viver o agora, o amanhã e tarde demais”
    Beijinho grande.
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