Bom dia
Seguindo as "normas da comunidade" e mantendo esta crítica tão impessoal quanto possível de forma a evitar tendencialismos, isto serve apenas para contar a experiência que tive na loja "Vou Casar" em Setúbal enquanto Padrinho do Noivo.
Primeiro Dia - Chegámos à loja sem marcação para sermos atendidos se houvesse possibilidade ou para fazermos uma marcação para sermos atendidos mais tarde.
A dona da loja disseram que tinham uma marcação, mas sugeriram-nos ir tomar um café, o que fomos, voltando 5 minutos mais tarde quando nos ligaram a dizer que a marcação a seguir tinha sido cancelada. Isto para dizer que tínhamos portanto mais do que tempo para sermos atendidos com calma.
Experiências para cá e para lá, deu-nos a impressão que assim que o noivo tinha o casaco nas costas, já a funcionária o estava a retirar.
Exemplos: Papillon nem metido por dentro da gola era, não foi trazido qualquer par de sapatos, cinto, botões de punho, etc.
Foi dito no acto de pagamento do sinal para o noivo ver sapatos no website.
No meio da tal experiência, estávamos a falar de como o noivo, que foi meu Padrinho de casamento o ano passado e eu íamos vestidos. Ambos levávamos colete e a funcionária soltou um impropério do género, que primeiro só o noivo é que levava colete e depois do rapaz dizer que levámos os dois, disse que só as pessoas mais gordas é que levavam coletes. Nós por acaso, estamos os dois em forma, mas se por acaso tivéssemos uns quilitos a mais seria algo insultuoso de ouvir.
Para o meu casamento fui vestido com um smoking preto com camisa branca e colete (comprado na loja de uma familiar da dona em Lisboa onde não podia ter sido mais bem atendido, mas isso lá para a frente). A senhora funcionária, soltou um comentário onde só os empregados de mesa é que levam papillon e camisa branca. Sensibilidade fantástica, mesmo.
Voltando ao noivo, o mesmo acabou por decidir, apesar do atendimento, sinalizar um fato que lhe assentava perfeitamente. O rapaz não reparou, mas a camisa não estava incluída na fatura o que levantou problemas mais tarde. Ora eu se fosse vendedor e tivesse um noivo/noiva a ir à loja, era mais do que o meu interesse de me certificar de que iam bem vestidos de alto a baixo.
Mas seguindo...
Segundo Dia - Voltámos à loja com a minha Mulher para ela nos ajudar a esclarecer uma dúvida que tínhamos entre os botões do casaco e os do colete.
Eu é que tive que pedir uns sapatos à senhora porque novamente nada de sapatos e outros acessórios. Assim que o noivo experimentou o casaco para que eu e a minha mulher vissemos, já o estava a tirar e foi para fora do provador atender o telefone enquanto nós esperamos por uns bons 10 minutos.
Quando a senhora funcionária voltou: "Então já estavam a tirar fotografias?"
Respondemos que não prontamente e com cara de parvos, literalmente ao que a senhora rispostou e teimou: "Ah mas eu ouvi um flash". Nesse ponto, o noivo mostrou o desagrado e na caixa disse inclusivamente que estava a pensar cancelar por causa do péssimo e apressado atendimento, ao que a empregada simplesmente tentou livrar-se da conversa e ignorar o noivo, perguntando à minha mulher se ela sempre lá ia comprar o vestido e insistentemente dizendo ao noivo que se estivesse a tirar fotografias não fazia mal, porque a minha Mulher era uma cliente querida.
O noivo incrédulo, pediu para falar com a dona da loja que não se encontrava, pelo que ficou acordado voltar noutro dia para falar com a dona da loja.
Terceiro dia - Quando voltámos para falar com a Dona da loja, expusémos-lhe a situação ao que a senhora até se prontificou atender exclusivamente o noivo, mas a intransigência e frieza com que falou e transferiu a conversa como que se o que tivesse em causa fosse a qualidade do fato foi o que me chocou, dizendo inclusivamente que não havia qualquer pretensão para a desistência.
Ora, mau atendimento não é pretensão q.b.? Uma falta de tacto, sensibilidade e respeito de uma funcionária aliada à frieza, já para não falar da forma como ignora os clientes, sim porque a própria dona no meio da resolução do conflito, teve o desplante de perguntar, tal como a funcionária, se a minha Mulher sempre ia lá comprar o vestido de Madrinha ignorando o noivo.
Eu inclusivamente falei da pressa com que tínhamos sido atendidos e disse que se não havia tempo que nos deviam de ter agendado uma hora noutro dia. Parecia eu que tinha acabado de descobrir a pólvora.
Conclusões:
1 - A minha Mulher já lá tinha ido ver o vestido dela o ano passado acabando por comprar o mesmo mas numa loja em Lisboa, propriedade de uma familiar da dona da loja em Setúbal. A decisão prendeu-se com o facto da minha Mulher ter ouvido um comentário do género "ah, ela volta cá sim senhora".
2 - Nessa mesma loja em Lisboa também comprei o meu fato e minha Mãe comprou o vestido e não podíamos ter sido mais bem atendidos (profissionalismo excelente) pelas funcionárias e pela dona onde apesar de ter um problema com os sapatos, a senhora prontificou-se a corrigi-lo.
3 - A minha sogra comprou o vestido na "Vou Casar" e pelos vistos os arranjos não só não ficaram bem feito como ela ainda teve que passar o forro que estava todo amarrotado.
4 - A situação infelizmente mantém-se, pelo que o noivo vai pegar no colete, casaco e calças e vai-se dirigir a outra loja assim que o fato estiver pronto.
5 - As palavras proferidas pela senhora ao telefone e por email não são muito coincidentes.
6 - Nunca na minha vida tinha sido atendido desta forma, pior que isso, vi o meu melhor amigo a ficar verdadeiramente triste e farto da ideia do fato por causa desta situação.
O planeamento de um casamento deve de ser um caminho de felicidade e de um estado de graça e como tal todos os pormenores devem de ser aproveitados porque quem já casou sabe que o dia passa incrivelmente rápido.
É assim, passámos de "o cliente ter sempre razão" a "você gostou do produto, não interessa se foi mal atendido e desrespeitado".