15 de julho de 2017
Quinta do Corvo Palmela
Infelizmente e com muita pena minha, a quinta do corvo foi uma enorme desilusão. Foi por aqui ter lido tão bons comentários, que me entusiasmei e visitei esta quinta. Foi efetivamente com a Raquel que tratei de tudo e assinei o contrato, mal sabia eu o que aí vinha. Foi porque estava já reservada para o dia 15 de julho, que optei por este catering sim, mas por outro espaço físico, a Quinta do Cerrado, uma lindíssima quinta, essa sim, onde tudo é passível de ser feito.
Assim, assinei o contrato no dia 21 de novembro de 2016, e tudo parecia corresponder às minhas espectativas. A meio de maio deste presente ano, ou seja seis meses após ter assinado o contrato com a quinta do corvo, recebo uma mensagem da Raquel a comunicar-me a saída desta empresa. Fiquei extremamente nervosa e ansiosa, pois tudo tinha sido combinado com ela e foi nela que depositei a minha inteira confiança. Entrei de imediato em contacto com o dono desta empresa, o senhor Paulo Roque e demonstrei-lhe a minha mais que justificada preocupação, disse-lhe inclusivamente que estava deveras preocupada e ansiosa, ao que esse senhor me respondeu “ Porquê, ela é cozinheira ou serve às mesas “‘? Vi de imediato com quem me tinha metido, ninguém com o mínimo de integridade, honestidade e sobretudo profissionalismo, pode responder assim a um cliente. Fiz de conta que não percebi e alguns dias depois dirigi-me à quinta com o meu ex-marido e pai da noiva. Íamos lá para nos tirarem todas as dúvidas e obviamente alcançarmos a confiança que tínhamos tido no início. Mas não, este senhor, limitou-se a falar mal da Raquel, a referida funcionária que ao que parece era o suporte desta empresa e que embora não diga, terá tido mais do que razão para ter que se despedir.
A minha filha a viver em Barcelona, e obviamente ansiosa, fazia-me imensas perguntasse dava-me sugestões para eu transmitir à esposa do senhor Paulo, dona Sara Roque, que tinha temporariamente assumido as funções da Raquel Carapeto. De todas as vezes que lhe liguei, nem me atendeu nem retornou a chamada, assim como nunca me respondeu às mensagens.
Quando solicitei a presença deste casal à quinta onde decorreria o casamento, não compareceram, alegando que eu tinha ficado de confirmar a referida visita, mais uma vez, engoli em seco para não provocar mal-estar, que de resto e não sabendo eu porquê, se tinha instalado desde o princípio. Deslocaram-se então à quinta, fazendo um enorme frete e com muito má vontade. Aqui, estabeleceu-se um diálogo pouco amistoso, mais uma vez, não percebendo eu porquê e que se agravou quando o senhor Paulo, se atreveu a dizer que os preços acordados e contratados anteriormente, tinham que ser atualizados. Exaltei-me, como de resto aconteceria a qualquer um, e disse-lhe que não estava satisfeita com o tratamento que estavam a dar aos preparativos para a festa de casamento da minha filha. A este respeito e logo com uma enorme falta de educação e arrogância, este senhor respondeu “ Passe na quinta e vá buscar o sinal que já deu “…. Como? Respondi eu, a 15 dias do casamento? Só pode estar a brincar. A coisa azedou e a sua esposa, chamou-o à razão, como se de resto fosse um hábito entre eles.
Para abreviar e não ter que falar na péssima decoração que ali, foi feita, que nem marcadores tinham, aliás tinham mas todos riscados e estragados, impróprios de se mostrarem fosse a quem fosse, e da péssima confeção da comida, a coisa culminou com este senhor a pedir-me mais 540 euros pelo jantar de 9 pessoas, baby setters, dj e fotógrafos, jantar esse que constou de bife com batatas requentadas e arroz gelado. Quando chamado à razão, primeiro porque nos tinha sido dito que estas pessoas jantariam e fariam parte do seu staff e depois porque era no mínimo, não um roubo, como disse o meu marido, mas UM GRANDE ROUBO, como digo eu agora . Nesta altura esse senhor começou a levantar a voz e a dizer : está-me a chamar ladrão?´” se não sabe beber, não beba? O meu marido não bebe rigorosamente nada, fiquei estarrecida. Foi aí, que o filho deste senhor, se dirige ao meu marido e literalmente o provoca para uma cena de violência física… Foi então que este senhor, de seu nome Paulo Roque, AMEAÇOU acabar com a festa do casamento, e retirar tudo o que lá estava e que de resto já estava pago.
E agora, e porque me sinto extremamente mal tratada desde o princípio, e porque NÃO ADMITO , ver a minha querida filha a SUPLICAR a este homem horroroso, que ao que agora sei, já tem algum historial a este respeito, estou disposta a entrar na justiça, pedir uma indemnização por todos os estragos causados desde o dia em que me maltratou pelo telefone até à 1 hora e tal da manhã já do dia 16, quando quis acabar a festa de casamento da minha filha e que por isso, nos coagiu a pagar 540 euros que depois passaram a 400 e tal, não sei lá porquê, deve ser o que lhe vem à cabeça no momento.
O chefe de cerimónia, de resto uma pessoa de extrema boa educação e profissionalismo, dirigiu-se a nós, por várias vezes, pedindo desculpa e frisando que se havia alguém que não merecia um tratamento daqueles, éramos nós, que tínhamos sido impecáveis desde o primeiro minuto e que só podia dizer bem de todo o grupo, desfez-se variadíssimas vezes em desculpas e pedia-nos por tudo, que aquele horrível episódio não estragasse a festa, mas já tinha estragado, era inevitável.