Boa tarde comunidade 
Um post antigo (ESTE), que coloquei 6 dias depois de ter ficado noiva, tem tido imensas mensagems nos últimos dias. Devo dizer que me sinto extremamente feliz de ver que cada dia há mais pessoas a considerar os seus animais de estimação como parte da família. Sempre tive animais, desde pequena, e não imagino a minha vida sem um amigo de 4 patas. Infelizmente, ainda há muita gente que acha que os animais são simples objectos e arranjam as mais variadas desculpas para os abandonar ou maltratar.
Mas, vou-vos apresentar a Di (Diana) e contar a nossa história.

Enquanto que o noivo nunca teve animais, mas sempre adorou cães, eu tive animais de estimação toda a vida. Cães, gatos, pássaros, tartarugas, peixes e hamsters. A minha mãe também adora animais e resgatou alguns de caixotes do lixo e afins. Tinha eu uns 12 anos e a cadelinha da minha madrinha, uma yorkshire, teve bebés. Ela deu-nos um, o nosso Fofinho. A minha mãe apaixonou-se pelos yorkshires e arranjou mais uma, de pêlo branco e prateado, a Lady, a cadela mais teimosa e ciumenta que conheci. O Fofinho era o típico cão que só quer brincar com paus e bolas, estar na rua e ladrar. A Lady, como o nome inidca, era uma lady, que só queria a minha mãe e sofá. Tiveram algumas ninhadas juntos e dessas ninhadas veio primeiro a minha Cherry e depois a Fluffy. A Cherry era uma verdadeira princesa, que dormia comigo, ia atrás de mim para todo o lado e adorava pavonear-se com lacinhos e capinhas. A Fluffy era meia tola. hehehe era mesmo. Como nasceu muito pequenina, tinha problemas de visão e audição, assustava-se com tudo e parecia mesmo um cão a pilhas.
O meu Fofinho era um santo e elas faziam-lhe a vida negra. Morreu há dois anos, no dia de Natal, de velhice com 17 anos, na sua casota, à porta de casa. Atenção, ele não dormia na rua. Mas, com a velhice, ele recusava a ficar em casa e fazia as necessidades todas à porta. Lá cedemos e colocámos uma casota no quintal, debaixo de um telheiro, super abrigado, mas ele recusava-se a dormir lá e dormia ao frio e relento à porta de entrada. Lá cedemos outra vez e aí ele passou a dormir na sua casota, debaixo do nosso telheiro da entrada. A Lady, já velhota, ganhou cataratas e começou a implicar com a mais pequena, mordendo-a por tudo e por nada. Acabámos por ter de as separar e a minha avó ficou com ela, depois de muitos anos a tentar "roubá-la" de nós. Também morreu de velhice, em casa com a minha avó. A Fluffy morreu aos 8 anos, com um tumor, que os veterinários se recusaram a operar, por ser tão pequena. A minha Cherry... partiu-me o coração de a deixar em Portugal quando vim para a Holanda, mas decidimos que era o melhor para ela, ficar com a minha família. As viagens iam ser demasiado cansativas e ela já não era novinha. Teve algumas complicações no útero e morreu em Março do ano passado, com 15 anos, com um sopro no coração. Ainda hoje me custa imenso falar nisso e estou aqui com os olhos marejados a escrever-vos.
Mas agora, coisas mais alegres!! O Tiago sempre quis um cão e, quando se mudou para cá, a vontade aumentou. Procuramos por aqui mas, felizmente, os holandeses têm um respeito enorme pelos animais e praticamente não há animais abandonados. Os que se encontram nos canis são cães com problemas comportamentais que necessitam de donos com características muito particulares. Pensámos então em adoptar um cão em Portugal e ajudar a diminuir as estatísticas! Esta decisão foi muito ponderada, porque envolve hotéis, viagens e outros custos que quem vive em Portugal não tem, incluindo imposto (sim aqui os cães pagam imposto).
Pensámos em ir visitar canis mas o destino tem sempre outros planos. A tia do noivo, ao passar num parque, vinda do supermercado, encontra um senhor a passear 3 meninas que estavam para adoção. Adorou-as e marcou um dia para as irmos conhecer. Lá fomos, a nossa Di saltou-nos para cima e o Tiago disse logo "Amor, ela está-nos a escolher!". Estava visto que era ela!
Ora, a Di e as manas nunca foram cães de rua ou abandonados. O pai é um cão de rua, que tem sido estimado e alimentado pela comunidade e a mãe era uma labradora abandonada. Quando este casal, com a ajuda de uma associação, resgatou a Snow, descobriu que estava grávida. Teve 11 floquinhos e este casal tratou de todos, estirilizou-os e arranjou casas e famílias para a maioria. Ainda ficaram com 4 e destes ainda têm 3. A Di foi adoptada pela primeira vez, com poucos meses, por um casal que a tratou maravilhosamente. Uns meses depois veio o divórcio e nenhum dos pais queria cães em casa. Devolvem-na. Ainda com menos de um ano, foi adoptada novamente por um jovem que vivia sozinho numa casa estilo open space. Como ela era novinha e lhe roía algumas coisas em casa, resolveu colocar um varão na sala e tê-la à trela todo o dia. A Vera, quem criou os floquinhos, quando descobriu, fez questão de a ir buscar imediatamente. E aqui está ela hoje, connosco, que a amamos incondicionalmente, super viajada, brincalhona e pateta.
Não é fácil ter um animal, principalmente de porte médio/grande. Dão imenso trabalho, têm de correr e brincar para gastar energia e têm sempre energia para dar e vender. Mas dão-nos coisas em troca que muitos humanos nem sequer sabem o que é 
Infelizmente, a nossa ideia de a levar no casamento ficou por isso mesmo. Ela é cheia de energia, adora saltar para cima das pessoas, comer o que não deve quando não estamos a ver. Como temos alguns convidados com muito medo de animais, tínhamos de ter alguém a tomar conta dela todo o dia e não íamos conseguir descansar, porque íamos estar o dia todo a tentar ver onde ela anda, se ela está bem, enfim. Mas levámo-la para a nossa sessão de solteiros, que está aí prestes a sair! hehehe
Aqui ficam umas (muitas) ideias, para quem vai levar os seus 4 patas. Se querem laços mesmo giros, vejam no site MrsBowtie.com, que foi onde o Tiago comprou o laço e lenço para o casamento. Têm uma secção inteiramente dedicada a coleiras. Não são é muito baratas, mas a qualidade é muito boa.
Cão das alianças

Cão das alianças

Cão das alianças

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Cão das alianças

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Cão das alianças

Cão das alianças

Quem leu isto até ao fim merece uma caixa inteira de chocolates 