Olá comunidade!
Hoje tenho uma pergunta para vocês… adotaram ou vão adotar o apelido da vossa cara metade?
Antes de seguirmos às respostas, quero ressalvar que todas as opiniões são válidas neste assunto, pois cada casal age conforme a sua consciência e não há escolhas erradas!
Senti necessidade de fazer este
post, pois enquanto solteira e noiva não
encontrei informação suficiente sobre o assunto, pois o que eu queria fazer
era adotar o apelido de família do meu
marido, mas queria que ele também o fizesse com o meu. Sendo o meu
argumento que estamos ambos a entrar nas
famílias um do outro, não é algo unilateral. Mas não encontrei nada que me
explicasse se era possível legalmente ou
não, se o processo era complicado (a
burocracia deste país traumatiza qualquer um) ou se tinha um custo acrescido. No momento de abertura do processo
de casamento no registo civil, e porque estávamos em pleno confinamento,
esqueci-me de questionar sobre este assunto, pois estavam mais preocupados em avisar-nos que era muito cedo para
abrir o processo e não podíamos adiar, depois de marcar, por causa da pandemia
(isto daria uma bela história, mas não vou por aí, casámos na data agendada como disse à senhora que iria acontecer);
mas mais tarde questionei por email e a resposta foi que seria tudo feito no dia da assinatura do casamento. E confiei.
Realmente foi simples. No dia do casamento, ao confirmarem os nossos dados perguntaram sobre a adoção de apelidos e se sim, onde encaixaríamos os mesmos, sem qualquer custo.
Para vos dar o exemplo, o meu nome de família é Pereira e do meu marido é Tomé, eu acrescentei no final do meu nome e ele acrescentou entre os apelidos dele, e ficámos ambos Pereira Tomé, mas deram a entender que poderíamos ter colocado ambos no fim e os nomes ficariam “desfasados”, mas seria uma escolha válida. Tal como há hipótese de acrescentar “de” ou “e” entre os apelidos.
Como disse não houve custos no registo, houve sim o óbvio custo de renovação do CC, que sem adição de novos nomes e só mudança de estado civil basta um atualização no sistema que o cartão continua o mesmo, no nosso caso sabíamos que tínhamos que renovar ambos por causa do nome, mas é um custo irrisório na nossa opinião.
Repito, todas as opiniões são válidas, respeito os casais que decidam manter o nome, pois sei que a tradição da mulher adotar o nome do marido tem uma conotação negativa patriarcal e um pouco machista, mas está nos olhos das pessoas ver isso ou mudar. Não deixei de ser membro da minha família, tanto do lado do pai como da mãe, mas também agora faço parte e com orgulho de uma outra família; e o mesmo se passa com o meu marido, daí ter lhe dito que só adotava o apelido dele se ele fizesse o mesmo. Digo-vos que a ideia não o encantou pois os nossos apelidos não são os mais sonantes juntos, mas ultrapassámos isso. E ele já está bem habituado, tanto que quando joga Fifa com a “sua” personagem colocou o meu apelido de família porque o jogo em inglês não sabe pronunciar o apelido dele por causa do acento!
Esta foi a minha experiência que casei só no civil; mas acredito que será semelhante para quem abra o processo de civil-religioso. Basta questionarem a conservatória onde estão a tratar de tudo.
Agora digam-me de vossa justiça: @s casad@s como optaram? E @s noiv@s, como vão fazer?
Espero ter ajudado alguém que tenha as mesmas dúvidas que tive.
Beijinhos